
30% dos professores concursados da rede estadual estão afastados por questões de saúde
2025-03-31
Autor: Matheus
Bom dia!
O cenário atual da educação em Roraima é preocupante: aproximadamente 30% dos 6.500 professores concursados da rede estadual estão afastados das salas de aula devido a questões de saúde. Essa triste realidade reflete um problema mais amplo, que inclui fatores como o estresse e a pressão emocional que os docentes enfrentam no dia a dia.
Recentemente, o secretário estadual de Educação, Mikael Cury-Rad, destacou a gravidade da situação durante o programa “Agenda da Semana”. Ele mencionou que além da readaptação de alguns professores, muitos estão em licença médica por problemas psicológicos, o que acentua a crise no ensino. Para suprir essa falta, o governo tem contratado cerca de 1.500 professores temporários, além de auxiliares, totalizando cerca de 10 mil profissionais atuando na educação pública estadual.
Enquanto isso, Roraima amarga posições baixas em rankings de qualidade educacional, ocupando a penúltima posição entre os estados brasileiros, à frente apenas de Amapá e Acre. O índice avalia desempenho em diversas áreas, como o IDEB e a taxa de frequência, mas é importante frisar que a realidade local é marcada por desafios únicos, como a alta proporção de alunos indígenas e estrangeiros que enfrentam barreiras linguísticas e culturais.
E as consequências não param por aí: a folha de pagamento da Secretaria de Educação é exorbitante, chegando a R$ 80 milhões por mês, um montante que se acumulado anualmente ultrapassa R$ 1 bilhão. Esse investimento colide com as críticas em relação ao uso de recursos públicos em festivais e eventos que parecem desviar o foco do que realmente importa — a educação e a saúde de nossos professores.
Além disso, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação, Lucinalda Coelho, alertou sobre a falta de diálogo da gestão municipal em relação às reformas na previdência dos servidores, que poderiam impactar ainda mais a já fragilizada estrutura educacional. Com o aumento da alíquota paga pelos servidores municipais de 11% para 14%, muitos questionam a transparência e a eficácia dessas medidas que afetam diretamente a classe trabalhadora.
O panorama é desafiador, e a pressão por soluções mais efetivas na saúde e educação só aumenta. A sociedade civil deve se mobilizar por uma resposta robusta do governo, que deve priorizar não apenas a contratação de profissionais adequados, mas também a saúde mental desta categoria tão importante para o futuro do nosso estado.