Saúde

Calor extremo: Aumenta o risco de doenças cardíacas e o que você precisa saber!

2025-03-29

Autor: Matheus

Você sabia que a combinação de calor intenso e mudanças climáticas está se tornando uma bomba-relógio para a sua saúde cardiovascular? Pressão alta, colesterol elevado, falta de atividade física e estresse são apenas alguns dos riscos conhecidos para doenças cardíacas. Mas agora, uma nova pesquisa está acendendo um alerta sobre um fator que frequentemente deixamos de lado: o calor extremo!

O estudo, liderado pelo cientista Peng Bi da Universidade de Adelaide, Austrália, revela que a carga de doenças cardiovasculares associadas ao calor pode dobrar nos próximos 25 anos. "Esse é um chamado alarmante para nossa sociedade, especialmente para aqueles que formulam políticas de saúde," destaca Bi.

Anos de vida úteis em risco!

Entre 2003 e 2018, a pesquisa analisou dados de saúde da população australiana e revelou que o calor pode ter um impacto devastador na saúde do coração. Estima-se que, anualmente, a Austrália perdeu cerca de 50 mil anos de vida saudável devido a doenças cardiovasculares relacionadas ao calor. Além disso, quem reside em regiões mais quentes, como o Território do Norte, está em maior risco.

A previsão é preocupante: à medida que as temperaturas globais aumentam, as doenças cardíacas relacionadas ao calor devem crescer.

Como se proteger do calor?

O alerta também se aplica a você! Especialistas sugerem várias maneiras de se adaptar e proteger a saúde durante ondas de calor:

- Mantenha-se em ambientes frescos, evitando ficar exposto ao sol.

- Reduza sua atividade física em dias quentes.

- Hidratação é fundamental! Beba água frequentemente.

- Utilize ar-condicionado para refrescar sua casa.

Em 2009, após uma onda de calor severo, Bi colaborou com a Cruz Vermelha e autoridades locais para estabelecer um sistema de verificação em que voluntários ligavam para idosos para garantir que estivessem bem. Essa é uma prática que poderia ser adotada em várias comunidades para proteger os mais vulneráveis.

E quanto ao resto do mundo?

Claro, o foco do estudo foi a Austrália. No entanto, especialistas como o cardiologista Filippo Crea, da Universidade Católica do Sagrado Coração, em Roma, afirmam que é razoável supor que essa tendência se manifeste em outras partes do mundo. Dados globais apontam para um aumento alarmante nos problemas de saúde associados ao calor. Em 2017, estudos indicaram que até 70% da população indiana poderia viver sob condições de calor extremo até 2100.

Outro estudo do México projetou um aumento de 32% nas mortes relacionadas à temperatura entre jovens até 2100 se continuarmos com o ritmo atual de emissões de carbono. Essa é uma realidade que exige atenção imediata!

Prepare-se e proteja-se!

Fique atento às notícias sobre mudanças climáticas e cuide da sua saúde cardiovascular. O que você faz hoje pode fazer toda a diferença no futuro!