
Dólar despenca para R$ 5,67; motivos surpreendentes por trás da queda!
2025-03-18
Autor: Maria
O dólar viveu uma sexta sessão consecutiva de queda no Brasil, fechando a última terça-feira em R$ 5,6755, o menor valor desde outubro do ano passado. Essa desvalorização pode ser atribuída ao influxo de recursos estrangeiros no país e à perda de força da moeda americana no mercado internacional.
O resultado do dia refletiu um cenário geral favorável para os ativos brasileiros, com uma diminuição de 0,19% em relação ao dia anterior. Nos últimos seis dias, a moeda acumulou uma queda impressionante de 3,06%. No total, desde o início do ano, o dólar já acumulou uma desvalorização de 8,15%.
Às 17h08, na B3, o contrato de dólar para abril, que é o mais negociado no Brasil, estava cotado a R$ 5,6865, apresentando uma baixa de 0,33%.
Mesmo com o aumento no preço do petróleo, alguns ativos emergentes, incluindo o real, passaram a sofrer maior aversão, à medida que os investidores digerem as mais recentes notícias do cenário doméstico e global, especialmente em meio a incertezas sobre as decisões de vários bancos centrais.
Recentemente, a escalada dos conflitos na Faixa de Gaza levantou preocupações no mercado. Os ataques israelenses na região resultaram em mais de 400 mortes, segundo fontes palestinas, tornando a situação ainda mais delicada. O telefonema entre os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, e da Rússia, Vladimir Putin, a respeito da guerra na Ucrânia, se tornaram crucial, com os investidores esperando pelo menos um sinal de progresso na resolução desses conflitos, o que poderia impactar positivamente o apetite por ativos de risco.
No contexto interno, as preocupações fiscais voltaram à tona. A reforma do Imposto de Renda, prometida pelo presidente Lula, tem gerado receios no mercado financeiro, que teme que a proposta possa agravar o já delicado quadro das contas públicas. Duas fontes anônimas indicaram à Reuters que o governo planeja estabelecer uma taxa de 10% sobre lucros e dividendos enviados para o exterior, como forma de compensar a renúncia fiscal do projeto.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, destacou a importância dessa reforma, afirmando que ela terá um impacto significativo na vida de cerca de 10 milhões de brasileiros, beneficiando aqueles que ganham entre R$ 5.000 e R$ 7.000 mensais com a redução da carga tributária.
Além disso, investidores estão atentos ao início das reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve (Fed), que devem anunciar suas decisões em relação às taxas de juros em breve. As expectativas estão altas, e qualquer mudança pode ter um efeito considerável no mercado.
Portanto, com o dólar em queda e mudanças na política fiscal em discussão, o mercado brasileiro se encontra em um momento decisivo que pode trazer oportunidades emocionantes para os investidores.