
Ela está há 1 ano longe das redes sociais e revela: 'Achei que tinha morrido socialmente'
2025-03-31
Autor: Mariana
Você já se sentiu preso a um ciclo sem fim ao rolar o feed das redes sociais? Uma mulher compartilha sua experiência de um ano longe das redes sociais, revelando como isso transformou sua vida e sua saúde mental.
"Comecei me afastando do Instagram, uma plataforma que, para mim, parecia mais um shopping do que um espaço para interação. Eu passava horas rolando o feed, mas sem absorver nada do que via. Mesmo assim, dava desculpas a mim mesma, dizendo que gostava dos conteúdos sobre plantas e cinema. Mas, com o tempo, percebi que poderia encontrar esse conteúdo fora da rede. Mais importante, eu precisava me libertar da pressão de estar sempre disponível", conta Fádia Calandrine.
Após a decisão de deixar o Instagram, Fádia abandonou também o X (antigo Twitter), onde era bastante ativa. "A sensação de que precisava opinar sobre tudo era sufocante. Ao me afastar, percebi que passava horas lendo posts que não me agregavam em nada. Foi assim que decidi desativar minha conta."
No início, Fádia sentia como se tivesse morrido socialmente. "Comentei isso com minha terapeuta, que me disse que era normal sentir essa ausência, como se estivesse em recuperação de um vício, com todos os sintomas de abstinência. Pensei em reinstalar o aplicativo várias vezes, mas não o fiz."
Trabalhando com comunicação corporativa, Fádia destaca que não precisa estar nas redes para desempenhar suas funções. "Sou líder de uma equipe que me mantém informada. Eles me mandam notícias e atualizações. Desde que me afastei, não sinto mais falta disso. O maior desafio foi lidar com a falta de interação social que era comum. Acredito que, com isso, muitos amigos se foram, mas os que permanecem são aqueles que me conhecem de verdade."
Em recuperação de ansiedade e depressão, Fádia percebeu uma melhora significante em sua saúde mental, associando isso diretamente ao afastamento das redes sociais. "Fiquei 300% melhor. Passei a ler mais livros e minha urgência de checar o celular diminuiu. Hoje, é um exercício para acalmar minha mente, e eu entendi que não preciso saber de tudo que acontece. Se algo realmente importante ocorrer, soube que vou ficar sabendo. Meus hábitos mudaram completamente."
O uso excessivo das redes sociais pode ter efeitos prejudiciais na saúde mental. De acordo com a psiquiatra Danielle Admoni, "a necessidade de estar sempre informado provoca ansiedade e medo de perder algo, o que pode ser muito desgastante." O mesmo se aplica a adultos e jovens, que, mesmo tentando filtrar informações, ainda podem sofrer os efeitos colaterais desse uso desenfreado.
A psicóloga Carla Carvalheiro observa que as redes sociais consomem nosso tempo pelo design elaborado para prender os usuários. "As pessoas estão tão imersas nas redes que muitas vezes preferem isso à vida real, sem perceber que isso pode mascarar emoções e criar um ciclo vicioso de dependência."
A decisão de se afastar completamente das redes, como fez Fádia, pode não ser a solução ideal para todos, adverte Carvalheiro. "Recomenda-se que as pessoas aprendam a regular seu uso em vez de buscar uma abstinência total, que pode causar uma reação inversa, levando a sintomas de depressão e isolamento."
Em busca de um modo mais saudável de interagir com as redes sociais, especialistas sugerem algumas dicas: - Tente evitar o hábito de abrir o feed repetidamente. - Desconecte-se durante momentos de estudo e concentração. - Evite multitarefas que dificultem a concentração. - Não leve o celular para a mesa durante as refeições com amigos e família. - Aprecie suas experiências antes de registrá-las online. Consultar profissionais pode ajudar a transformar a relação com as redes sociais, tornando-a menos nociva.
Você consegue se imaginar um ano longe das redes sociais? Os benefícios podem ser surpreendentes e podem transformar sua vida!
Em um mundo cada vez mais conectado, a pergunta que fica é: até onde você está disposto a ir para preservar sua saúde mental? Questione-se: as redes sociais estão te ajudando ou te aprisionando? Se você está lutando com ansiedade ou dependência tecnológica, saiba que não está sozinho. Não hesite em buscar apoio profissional.