
'Europeus aproveitadores', 'Biden falhou': Mensagens de guerra do governo Trump vazam por engano
2025-03-25
Autor: Carolina
Recentemente, o editor da revista 'The Atlantic', Jeffrey Goldberg, se viu no meio de uma grande polêmica ao receber, por engano, mensagens de altos funcionários do governo Trump. Essas mensagens, que foram trocadas entre o vice-presidente dos EUA, JD Vance, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o secretário de Estado, Marco Rubio, revelam um desprezo notável por aliados europeus e uma estratégia deliberada de criticar a administração anterior de Joe Biden.
Golberg foi adicionado a um grupo no aplicativo de mensagens Signal, uma plataforma que, segundo especialistas, não é segura para discussões de segurança nacional. O episódio foi classificado pelo jornal 'The New York Times' como "uma falha extraordinária" nas medidas de segurança adotadas pela administração Trump.
A troca de mensagens ocorreu em meio a ataques aéreos lançados por porta-aviões americanos contra alvos houthis no Oriente Médio. Vance, em uma dessas mensagens, expressou desdém ao lembrar que "apenas 3% do comércio americano passa pelo Canal de Suez", insinuando que a segurança da Europa era uma preocupação menor para os EUA. "Eu apenas odeio salvar a Europa de novo", disse Vance, enquanto Hegseth concordava, chamando os europeus de "aproveitadores".
Durante as conversas, os dois altos funcionários discutiram a possibilidade de adiar uma operação militar no Iémen, ponderando o impacto que isso poderia ter sobre a opinião pública nos EUA. Hegseth, por exemplo, enfatizava que era vital vincular a operação falha da administração Biden ao Irã, que, segundo ele, financiava os Houthis.
A situação se intensificou após os ataques registrados, quando Michael Waltz, assessor de Trump, passou a dar entrevistas criticando as ações de Biden e ressaltando a eficácia de sua própria administração no combate aos Houthis.
As revelações sobre esse vazamento levaram o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional a afirmar que estava revisando os protocolos de segurança, uma vez que é inadmissível que um jornalista tenha sido incluído em um grupo onde estavam discutidos planos militares sensíveis.
Goldberg, que até então desconfiava da autenticidade da conversa, confirmou que as mensagens eram legítimas ao perceber que, no mesmo momento em que as discussões ocorriam, reportagens sobre bombardeios estavam sendo divulgadas nas mídias sociais.
Além disso, essa troca não só representa uma falha de segurança significativa, mas também pode ter violado leis como a Lei de Espionagem de 1917, que proíbe a divulgação de informações sensíveis que possam comprometer a segurança nacional dos EUA.
Nos dias atuais, em meio a tensões internacionais crescente, a situação levanta questões sobre a responsabilidade e a segurança nas comunicações entre altos funcionários do governo. Enquanto isso, o USS Harry S. Truman, que participou dos ataques contra os Houthis, permanece em destaque no cenário militar global.