
Incrível! Paciente sobrevive mais de 100 dias com um coração de titânio
2025-03-15
Autor: Gabriel
Um marco na medicina foi alcançado quando um paciente se tornou o primeiro a deixar o hospital após mais de 100 dias com um coração de titânio. Monitorado em ambiente hospitalar até fevereiro, ele recebeu alta e, com isso, o título oficial de pioneiro nesse procedimento inovador. A equipe médica confirmou que o paciente levou uma vida relativamente normal enquanto usava o equipamento, optando por residir nas proximidades do hospital São Vicente para emergências.
Em março, no entanto, o homem retornou ao hospital onde, após uma cirurgia bem-sucedida, recebeu um transplante de coração humano, recuperando-se agora com êxito. Esse tipo de coração de titânio, uma novidade na cardiologia, é utilizado como uma solução temporária para pacientes com insuficiência cardíaca que estão à espera de um doador. Enquanto outros cinco pacientes nos Estados Unidos já haviam recebido o dispositivo, eles não o mantiveram por mais de um mês.
Este feito não apenas comprova a eficácia do coração de titânio, mas também oferece uma oportunidade única para a comunidade médica estudar a adaptação do corpo humano a esse novo tipo de equipamento. A experiência desse paciente poderá revelar informações cruciais sobre como a tecnologia pode ser aprimorada.
A expectativa de especialistas em cardiologia é que o coração de titânio venha a se tornar uma alternativa permanente, especialmente para aqueles que não são elegíveis para transplante devido à idade ou outras condições de saúde. Contudo, a falta de estudos abrangentes ainda limita a adoção dessa tecnologia.
Mas como o coração de titânio funciona? Conhecido como BiVACOR, ele opera com um rotor magneticamente suspenso que bombeia sangue de forma contínua, substituindo os ventrículos de um coração humano e evitando problemas mecânicos comuns em outros dispositivos. Este modelo, mais leve e eficiente, foi desenvolvido pelo engenheiro biomédico Daniel Timms, que fundou a empresa por trás dessa inovação.
Os primeiros cinco pacientes a utilizar o BiVACOR receberam uma versão anterior do equipamento, que foi suficiente apenas para suporte hospitalar. A atualização que o paciente recordista recebeu agora permite uma vida fora do hospital, o que é um avanço significativo nos tratamentos de insuficiência cardíaca.
Nos próximos anos, espera-se que novas versões e melhorias do coração de titânio sejam apresentadas em conferências internacionais. Timms já demonstrou interesse em expandir os estudos e a produção do pequeno dispositivo, que é leve o suficiente para ser acomodado no peito de uma criança.
“O que precisamos agora é aumentar a fabricação para termos dispositivos disponíveis. Estamos trabalhando para garantir que eles estejam prontos para uso imediato”, declarou Daniel Timms à mídia. Esse avanço pode mudar a vida de milhares de pacientes que aguardam por um coração doador.