
Ozempic revoluciona a vida de pacientes com doença arterial periférica; descubra como!
2025-03-29
Autor: Matheus
O uso de Ozempic (semaglutida 1mg) por adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica demonstrou melhoras significativas na distância máxima de caminhada, com um aumento de 13%, além de uma notável melhoria na qualidade de vida desses pacientes. Esses dados foram apresentados recentemente no Congresso Anual do American College of Cardiology (ACC) e Expo, realizado em Chicago. A doença arterial periférica, uma forma severa de doença cardiovascular aterosclerótica, é frequentemente subdiagnosticada, sendo o diabetes tipo 2 um dos principais fatores de risco.
Os efeitos debilitantes da doença levam muitos a enfrentar grandes desafios, como a incapacidade de caminhar pequenas distâncias, dificultando até mesmo tarefas simples, como pegar correspondência. Atualmente, as opções de terapia para melhorar as limitações funcionais associadas a essa condição são bastante limitadas.
"As melhorias observadas tanto na distância de caminhada quanto na qualidade de vida reportada pelos pacientes no estudo STRIDE são encorajadoras e marcam um avanço significativo nas opções de tratamento para essa população de pacientes," afirma o Dr. Marc P. Bonaca, diretor de Pesquisa Vascular da Escola de Medicina da Universidade do Colorado e principal investigador do estudo.
O estudo, um ensaio clínico de fase 3b, analisou os benefícios da semaglutida injetável na capacidade funcional dos pacientes. Um total de 792 voluntários com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica sintomática, manifestada por dor nas pernas ao caminhar, participaram da pesquisa. O desfecho primário foi a distância máxima de caminhada medida em uma esteira com carga constante, comparando os resultados dos pacientes tratados com semaglutida ao grupo que recebeu placebo.
Graças aos resultados promissores, a Novo Nordisk já protocolou um pedido de extensão de bula junto à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e à FDA, o órgão regulador nos EUA. Agora, a expectativa é que a Anvisa, a agência reguladora brasileira, siga o mesmo caminho em breve.
Esse avanço é uma luz de esperança para muitos pacientes que lidam com os impactos debilitantes da doença arterial periférica, demonstrando como novas opções terapêuticas podem transformar vidas. Não ignore os sinais do seu corpo; a busca por tratamento adequado pode aumentar sua qualidade de vida!