
Rodrigo Badaró assume como conselheiro do CNJ: "Um grande desafio pela frente"
2025-03-11
Autor: Mariana
Rodrigo Badaró, renomado advogado e especialista em tecnologia, tomou posse como o novo conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nesta terça-feira (11 de março) em Brasília. A cerimônia foi presidida pelo ministro Luiz Roberto Barroso, atual presidente do STF e do CNJ.
Badaró, que já presidiu a Comissão Especial de Proteção de Dados e atua como coordenador do Observatório Nacional de Cibersegurança, destacou que sua nomeação pelo Senado não é apenas um reconhecimento profissional, mas um compromisso pessoal com a Justiça brasileira.
Com um histórico de mais de 3 mil casos em diferentes áreas do Direito, ele enfatizou em uma entrevista a importância da tecnologia para melhorar a eficiência no sistema judiciário e a necessidade de um ambiente de trabalho mais saudável para todos os envolvidos. Ele também abordou a criação de ações que combatam as desigualdades de gênero no âmbito judicial.
Uma das pautas centrais de sua atuação será a implementação da Inteligência Artificial (IA) no Judiciário. Ele comentou que trabalhou em uma minuta inovadora para regulamentar o uso dessa tecnologia, destacando a necessidade de não depender do temor em relação à inovação, que ele chama de "neofobia".
"Acredito que temos um grande desafio em conciliar inovação e tecnologia com a agilidade dos processos e um olhar cuidadoso nas análises", afirmou Badaró. Ele vê a necessidade de promover a justiça sem perder a humanização no atendimento.
Em relação aos desafios atuais do sistema judiciário, Badaró mencionou o combate ao crime organizado, as condições carcerárias, corrupção e a segurança dos magistrados como questões prioritárias. Ele elogiou a recente criação do Gaeco Nacional, acreditando que esta medida permitirá uma "centralização organizada" dos órgãos de poder, o que deve fomentar melhorias significativas no sistema.
Durante sua posse, Badaró agradeceu aos senadores Rodrigo Pacheco, Davi Alcolumbre e Hugo Motta, além dos demais parlamentares, por sua indicação. Ele inicia um mandato de dois anos, sucedendo Luiz Fernando Bandeira de Mello, cujos esforços em criar o Sistema Nacional de Gestão de Precatórios e Requisições de Pequeno Valor foram fundamentais para a modernização do Judiciário.
No contexto atual, com crescente demanda por justiça eficaz e transparente, a trajetória de Badaró promete impactar positivamente o futuro do CNJ e, consequentemente, do sistema de Justiça no Brasil.