Saúde

Aumento no Preço Máximo de Medicamentos Pode Impactar sua Saúde Financeira

2025-03-31

Autor: Ana

A partir desta segunda-feira, os preços máximos dos medicamentos em todo o Brasil vão sofrer um reajuste de até 5,06%. Esta mudança, aprovada pela Câmara de Regulação de Medicamentos (Cmed), se baseia na inflação medida pelo IPCA nos últimos 12 meses que se encerraram em fevereiro.

Embora o reajuste estabeleça um teto para os laboratórios, a média prevista para os aumentos será de 3,83%, a menor desde 2018. Essa média leva em consideração diferentes segmentos de mercado: o concentrado, o intermediário e o mais concorrencial.

É importante destacar que nem todos os medicamentos terão seus preços ajustados para o teto estipulado. A aplicação do reajuste é feita sobre a maioria dos fármacos com preços regulados, mas existem casos em que os preços são livres, o que pode gerar variações acentuadas de preços.

As farmácias têm a opção de aplicar o reajuste de uma só vez ou parcelar esse aumento ao longo do ano. Contudo, até março do ano que vem – quando uma nova regra deverá ser definida pela Cmed – elas e os fabricantes estão proibidos de aplicar aumentos que ultrapassem os 5,06%.

Esse índice é calculado levando em consideração não apenas a inflação, mas também fatores como a produtividade das indústrias farmacêuticas, custos que não são captados pela inflação, como a variação cambial e tarifas de energia elétrica, e a concorrência no mercado.

De acordo com especialistas, o objetivo deste reajuste é evitar que os preços dos medicamentos aumentem de forma desproporcional à inflação, garantindo que os brasileiros não se distanciem cada vez mais do poder aquisitivo necessário para adquirir os medicamentos essenciais.

Com a inflação mantendo-se alta, os consumidores devem se preparar para a realidade de medicamentos mais caros, o que pode levar a um aumento das dificuldades de acesso a tratamentos essenciais. Essa é uma preocupação crescente entre os cidadãos e profissionais de saúde, que observam como esses ajustes de preços podem afetar a saúde pública no Brasil.

Em comparação ao ano passado, quando o aumento máximo permitido foi de 4,5% — o menor desde 2020 — a pergunta que fica é: até quando os brasileiros conseguirão arcar com esses aumentos? Fique atento e informe-se sempre sobre suas opções de tratamento e cobertura de saúde!