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Descubra quais fundos de investimento se tornam irresistíveis com a Selic em 14,25%!

2025-03-21

Autor: Lucas

Com a nova elevação na taxa Selic, que atingiu 14,25% ao ano na última quarta-feira, muitos investidores estão repensando suas estratégias. A tendência é que haja um maior movimento de fuga dos fundos multimercado, que já enfrentaram saídas consideráveis em fevereiro, mas isso cria oportunidades para outros investimentos.

De acordo com Andressa Bergamo, especialista em mercado de capitais e sócia-fundadora da AVG Capital, os fundos de crédito privado estão despontando como uma excelente alternativa neste cenário de juros elevados. As empresas, visando atrair investidores, costumam oferecer taxas maiores para compensar o risco de crédito, o que torna esses fundos atraentes.

Entretanto, é crucial que os investidores estejam cientes: esses fundos apresentam riscos que podem ser significativamente mais altos em comparação aos títulos públicos. Bergamo alerta: “Esses fundos podem oferecer rentabilidades superiores às de fundos de renda fixa tradicionais, embora venham com um risco adicional relacionado à qualidade do crédito dos emissores.”

Um estudo da XP Investimentos recomenda os fundos de crédito com prazo de resgate alongado, mostrando que aqueles com prazos superiores a 30 dias entregaram uma rentabilidade impressionante de 62,55%. Essa estratégia pode ser um caminho oportuno para quem busca retornos expressivos nos investimentos.

Para os investidores mais conservadores, Bergamo sugere os fundos de renda fixa de curto prazo, que dependem da taxa de juros. As opções mais recomendadas incluem fundos que investem em CDB, LCI, LCA e, particularmente, em títulos públicos como o Tesouro Selic. É essencial que os investidores fiquem atentos às taxas de administração, que podem reduzir significativamente a rentabilidade final da aplicação.

Surpreendentemente, muitos fundos de renda fixa conservadores não têm entregado um desempenho conforme o esperado. Dados recentes apontam que 72% deles oferecem rendimentos abaixo de 85% do CDI, o que pode ser um sinal de alerta para os investidores. Taxas de administração elevadas são um dos principais responsáveis por essa degradação do rendimento, de acordo com uma pesquisa da Quantum Finance.

Além disso, os números da Anbima revelam que os resgates nos fundos de investimento superaram os aportes em R$ 44,1 bilhões em fevereiro. No acumulado do ano, as saídas líquidas já totalizam R$ 35,8 bilhões. A maior parte dessa fuga está concentrada nos fundos multimercado, mas a renda fixa também passou por um segundo mês consecutivo de perdas.

Especialistas acreditam que essa é uma movimentação pontual, e que os fundos mais conservadores poderão reverter essa tendência, especialmente com novas altas na Selic. Portanto, a chave está em estar informado e fazer escolhas que alinhem risco e retorno de acordo com o seu perfil de investidor.