
Dólar em alta enquanto PIB dos EUA e inflação brasileira impactam mercados; Ibovespa se valorizando
2025-03-27
Autor: Ana
Na manhã desta quinta-feira (27), o dólar segue em alta, cotado a R$ 5,7362, uma leve valorização de 0,06% em relação ao dia anterior. O dia anterior já havia registrado uma alta de 0,42%, fechando a R$ 5,7327. No cenário internacional, as novas tarifas de 25% sobre carros importados, anunciadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, geram apreensão entre investidores e analistas, com expectativas de que os preços podem aumentar, afetando outros setores da economia.
O impacto do PIB dos EUA, que cresceu 2,4% no quarto trimestre de 2024, também tem suas repercussões no mercado local. Apesar do crescimento, houve uma desaceleração em relação ao trimestre anterior, especialmente por conta de quedas no investimento e nas exportações, enquanto os gastos do consumidor mostraram um aumento. Agora, as importações norte-americanas estão em queda.
No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março mostrou uma elevação de 0,64%, um resultado abaixo da expectativa do mercado, que era de um aumento de 0,70%. Este resultado representa uma desaceleração significativa comparado ao índice de fevereiro, que registrou uma alta de 1,23%, a maior para o mês desde 2016. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 avançou para 5,26%.
O principal índice da bolsa de valores brasileira, o Ibovespa, também se mostrou otimista, subindo 0,81%, alcançando 133.589 pontos após uma recuperação de 0,34% no dia anterior. Para o ano, o índice já acumula um crescimento de 10,17%, incentivando os investidores a se manterem ativos no mercado.
As incertezas geradas pelas tarifas impostas por Trump e as oscilações do PIB dos EUA fazem com que o setor financeiro opte por ativos mais seguros, refletindo diretamente na alta do dólar. O sentimento entre economistas é de cautela; o pessimismo dos consumidores, que caiu pelo quarto mês consecutivo, poderá ter impactos diretos no consumo e nos investimentos, levantando preocupações sobre uma possível recessão.
Ainda no cenário nacional, o Tesouro Nacional anunciou um déficit primário de R$ 31,67 bilhões em fevereiro, o que intensifica as discussões sobre a recuperação econômica do Brasil em tempos de incerteza internacional.