
Gabriel Galípolo dá resposta irônica sobre jantares políticos e PB do Brasil em crescimento
2025-03-27
Autor: Gabriel
Em uma declaração inusitada nesta quinta-feira (27 de março de 2025), o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, abordou a polêmica em torno de sua participação em jantares políticos. Ao ser questionado por um jornalista se temeria críticas semelhantes às que enfrentou seu antecessor, Roberto Campos Neto, Galípolo respondeu com humor, dizendo que os jantares atrapalham sua 'forma física' e que gostaria de reduzir seu consumo de carboidratos.
A pergunta surge em um momento delicado, após Campos Neto ser criticado por manter relações com políticos da oposição, inclusive pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Galípolo, no entanto, descontraiu o ambiente, afirmando: “Sobre os jantares, eu também acho que talvez seria bom eu jantar menos, mas por uma questão de forma física. Eu gostaria de poder jantar menos e voltar a comer melhor. Sim, eu janto. Nem sempre eu janto sozinho.”
O presidente do BC também destacou que a maioria de seus jantares foi com artistas, afirmando que a arte sempre carrega uma expressão política. "Eu sou uma pessoa que tem uma visão de mundo que toda arte é uma expressão política. Nesse sentido, quando eu me reúno com artistas plásticos, tem uma expressão política”, disse ele, ressaltando a importância de diálogos culturais em tempos políticos turbulentos.
Na mesma ocasião, Galípolo apresentou o Relatório de Política Monetária, onde o BC revisou sua projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil para 2025, reduzindo-a de 2,1% para 1,9%. Esse ajuste reflete a atual desaceleração econômica do país, que, segundo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), é um “elemento necessário” para atingir a meta de inflação de 3%.
Com a meta de inflação variando entre 1,5% e 4,5%, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou uma taxa de 5,06% em fevereiro, com previsões de aumento para 5,6% em março e quedas a 5,5% nos próximos meses. Durante a última reunião do Copom, os diretores do BC decidiram aumentar a taxa básica de juros, Selic, para 14,25% ao ano, com sinalizações de novos aumentos nas próximas reuniões, mas em “menor magnitude.”
A combinação de jantares culturais e a revisão das metas econômicas pode deixar os brasileiros ansiosos: qual será o futuro econômico do país? Fique atento às próximas atualizações!