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Golpe de R$ 62,5 milhões na Netflix: o escândalo do diretor Carl Rinsch que chocou Hollywood!

2025-03-19

Autor: Ana

Na manhã desta terça-feira, 18, o diretor Carl Rinsch foi preso em Nova York depois de desviar impressionantes 11 milhões de dólares (cerca de R$ 62,5 milhões) da Netflix. O valor, que deveria ser utilizado para uma produção cinematográfica sob sua direção, foi utilizado para investimentos em criptomoedas e compras de luxo, incluindo carros de alto padrão e itens pessoais.

Segundo informações da AP, a Netflix havia assinado um contrato inicial de 44 milhões de dólares (cerca de R$ 250 milhões) para adquirir uma série ficcional intitulada "White Horse", escrita pelo próprio Rinsch. Posteriormente, o diretor pediu mais 11 milhões de dólares para "concluir a produção" do projeto. Contudo, a série acabou sendo alterada para "Conquest" e, embora parte das filmagens tenha ocorrido em São Paulo ainda neste ano, com a participação de estrelas como Keanu Reeves e Bruna Marquezine, o projeto foi cancelado antes da finalização dos episódios.

O New York Times trouxe à tona detalhes importantes sobre o caso, revelando que o roteiro nunca chegou a ser finalizado, o que levantou questões sérias sobre a capacidade de Rinsch de concluir seus projetos.

Indiciado por fraude e lavagem de dinheiro, Rinsch transferiu os 11 milhões para uma conta pessoal e investiu em vários empreendimentos que fracassaram de forma dramática. Fontes indicam que o cineasta perdeu metade do montante inicial em apenas dois meses após os investimentos. O restante foi direcionado a criptomoedas que, inicialmente, trouxeram retornos financeiros. No entanto, grande parte deste lucro acabou sendo gasto de maneira extravagante, de acordo com os promotores: Rinsch gastou 1,8 milhão de dólares em contas de cartão de crédito, 1 milhão em honorários de advogados para entrar com ações contra a Netflix em busca de mais dinheiro, e 3,8 milhões em móveis e antiguidades luxuosas, além de 2,4 milhões em cinco carros Rolls-Royce e uma Ferrari.

Para completar, ele ainda dedicou 652 mil dólares na compra de relógios e roupas de grife.

O diretor foi detido em West Hollywood, na Califórnia, e compareceu a uma audiência inicial em Los Angeles nesta terça-feira. Durante o tribunal, o juiz Pedro V. Castillo ouviu Rinsch, que afirmou "entender as alegações". Ele foi liberado mediante o pagamento de fiança de 100 mil dólares, assegurando sua presença em uma futura audiência em Nova York, onde enfrentará as acusações.

Apesar das gravíssimas acusações, Rinsch já havia se manifestado em 2023, criticando reportagens do NYT que sugeriam uma deterioração em sua saúde mental. Curiosamente, ele é conhecido por ter dirigido somente um filme, o fraco 47 Ronin, em 2013.

A Netflix, por sua vez, declarou que sempre ofereceu todo o apoio necessário à produção, mas optou pelo cancelamento ao perceber que o projeto estava longe de ser concluído. O porta-voz da plataforma, Thomas Cherian, informou: "Depois de muito tempo e esforço, ficou claro que Rinsch nunca iria concluir o projeto que concordou em fazer." Este escândalo levanta questões sobre a responsabilidade e a supervisão em grandes produções cinematográficas, especialmente em tempos em que fraudadores estão cada vez mais ousados.