
Laudo Após Morte de Influencer Durante Anestesia para Tatuagem Choca o Brasil
2025-03-27
Autor: Mariana
A situação continua a evoluir e novos detalhes surgem sobre a trágica morte de Ricardo Godoi, influenciador de 46 anos, que faleceu durante um procedimento de tatuagem que envolvia anestesia geral. Além da hipertrofia no coração confirmada por laudos médicos, a família do empresário revelou que ele havia feito uso de anabolizantes, informação que já está sob investigação das autoridades. A causa oficial da morte foi uma parada cardiorrespiratória, conforme o hospital que atendeu Ricardo. Vale destacar que, para a realização da autópsia, o corpo do influencer foi exumado no dia seguinte ao sepultamento, uma ação que tem gerado impacto e repercussões na mídia.
As investigações estão sendo conduzidas pela polícia de Itapema, que está considerando a possibilidade de homicídio culposo, ou seja, uma morte ocorrida sem intenção. Ricardo, conhecido por sua vida luxuosa e por ser proprietário de uma empresa de carros de luxo, deixou uma esposa e quatro filhos, aumentando a dor e o clamor por justiça entre os familiares e seguidores.
Em nota, o Hospital Dia Revitalite informou que apenas disponibilizou a sala de cirurgia e os equipamentos, não se envolvendo no procedimento. A nota gerou polêmica, já que muitos esperam saber mais sobre as responsabilidades dos envolvidos. O hospital se posicionou: “Expressamos nossas condolências aos familiares de Ricardo e esclarecemos que nossa atuação se limitou a fornecer o espaço e equipamentos necessários e que não houve participação de membros de nossa equipe no procedimento.”
De acordo com o estúdio de tatuagem, que ficou responsável pelo procedimento, Ricardo teve a parada cardiorrespiratória logo no início da anestesia geral, antes mesmo de o processo de tatuagem ser iniciado. Um cardiologista foi chamado imediatamente, mas não foi possível reanimá-lo.
O estúdio lamentou a perda, afirmando que Ricardo não era apenas cliente, mas um amigo próximo do proprietário. Os responsáveis pelo estúdio alegam que seguiram todos os protocolos, desde exames de sangue que não indicaram riscos até a contratação de um médico especialista em anestesiologia.
O Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC) também se manifestou. Em um parecer emitido em junho de 2024, o CRM não proibiu a aplicação de anestesia por tatuadores, mas destacou a importância da avaliação cuidadosa dos riscos envolvidos. O documento é uma tentativa de regularizar e orientar os profissionais da área, especialmente em situações que podem levar a tragédias como a que aconteceu com Ricardo Godoi.
O caso levanta questões sobre regulamentações e a segurança em procedimentos estéticos cada vez mais comuns, e a sociedade aguarda ansiosamente por mais esclarecimentos que possam prevenir futuros incidentes.