
Nem dipirona, nem morfina: por que a dor crônica é um desafio maior do que você imagina
2025-03-20
Autor: Lucas
Você já se perguntou por que muitas pessoas que sofrem de dor crônica não encontram alívio nos remédios habituais? Eu, pessoalmente, já experimentei quase todos os analgésicos que o mercado oferece, desde dipirona até morfina, e a sensação foi frustrante: nada parecia funcionar. Minha experiência com morfina, por exemplo, não só não aliviou a dor, como me deixou enjoada. Em uma situação extrema, cheguei a receber cetamina na veia. Embora a dor não tenha diminuído, a conversa que tive com o médico foi surpreendentemente profunda, algo que eu nunca tinha esperado em um ambiente hospitalar.
Se você já passou pela mesma situação, sabe como é difícil olhar nos olhos de um profissional cuja expressão revela a mesma interrogação que você sente: 'Como posso ajudá-la?' Infelizmente, o tratamento da dor crônica é ainda um mistério para muitos médicos, e eles não conseguem oferecer respostas satisfatórias. Embora existam explicações científicas sobre o funcionamento da dor, essas abordagens muitas vezes não se traduzem em soluções eficazes.
Hoje em dia, muitos especialistas ainda não compreendem o que os pacientes realmente estão enfrentando. De fato, às vezes parece que ninguém entende a gravidade do que estou passando. Atualmente, quando digo que não quero um remédio para dor de cabeça ou que uma simples dipirona não vai ajudar, percebo um olhar de incredulidade. Já fiz todos os exames possíveis e já experimentei diversos tratamentos sem sucesso.
É importante frisar que não demonizo os medicamentos em geral, e eu realmente uso muitos para condições como gastrite, rinite e enjoos. Mas a dor crônica é uma história à parte. Ela está sempre presente, variando de intensidade e local, e, por afetar diretamente o sistema nervoso central, não pode ser tratada com analgésicos comuns.
Entendo que o que não funciona para mim pode, de fato, trazer alívio para outra pessoa. Por exemplo, a cetamina tem mostrado resultados promissores em muitos estudos. Além disso, antidepressivos vêm se revelando aliados valiosos na busca por qualidade de vida para os portadores de dor crônica.
Ninguém imagina a intensidade de dor que carrego diariamente e o esforço necessário para realizar as tarefas mais simples. Às vezes, tudo que consigo fazer é aparentar estar bem, mas aprendi a liderar uma vida funcional, tirando o máximo proveito do que a vida tem a oferecer, mesmo com dor. Eu me divirto e crio memórias incríveis, e, surpreendentemente, isso acaba sendo mais aliviador do que muitos medicamentos que já tomei.
Lidar com a dor crônica é um desafio constante, mas encontrar formas de ressignificar essa dor tem sido minha maior conquista.