
O que acontece com a garantia de R$ 250 mil dos CDBs do Banco Master e Will Bank com a possível aquisição pelo BRB?
2025-03-31
Autor: Gabriel
O Banco de Brasília (BRB) está prestes a finalizar a aquisição do Banco Master, conhecido por emitir CDBs que atraem muitos investidores individuais devido às suas elevadas rentabilidades, frequentemente superando a média do mercado. A operação, que pode alcançar R$ 2 bilhões, aguarda a aprovação do CADE e do Banco Central, organismos que têm mostrado ceticismo sobre a transação.
Se aprovada, parte dos CDBs emitidos pelo Banco Master e pelo Will Bank, sua instituição digital, seria incorporada ao BRB. Atualmente, o Banco Master possui R$ 52 bilhões em CDBs, dos quais apenas R$ 29 bilhões seriam transferidos para o BRB.
As taxas atrativas, que já alcançaram até 140% do CDI, vêm levantando preocupações quanto à solidez do Banco Master. Nas últimas semanas, o mercado tem demonstrado desconfiança sobre a capacidade do banco de honrar seus compromissos, especialmente após sinais de dificuldades em captar recursos e a rejeição de investimentos por instituições como a Caixa Econômica Federal.
Os investidores dos CDBs não precisam entrar em pânico imediatamente, uma vez que esses títulos têm a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição emissora. Contudo, o peso de R$ 52 bilhões emitidos pelo Banco Master é alarmante, pois corresponde a praticamente metade do montante que o FGC possui para cobrir falências bancárias e protege o investidor de perdas.
O plano de aquisição do Banco Master pelo BRB não apenas tenta salvar uma instituição em apuros, mas também posicionar o BRB como um banco mais robusto no cenário nacional. O presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, garante a capacidade do banco de pagar aos investidores após a finalização da compra.
No entanto, um alerta se acende para aqueles que possuem CDBs tanto do BRB quanto do Banco Master ou Will Bank. Com a fusão, os investidores ficarão sujeitos a um limite único de R$ 250 mil para todos os títulos emitidos pelas três instituições. Isso significa que, após 30 dias da aprovação, os títulos de todas passarão a somar para esse teto, o que pode resultar em parte da aplicação fora da proteção do FGC se os montantes totais excederem R$ 250 mil.
Para investidores em CDBs com prazos mais longos, a situação é menos preocupante do que para aqueles que possuem títulos de liquidez diária, pois os últimos ficam disponíveis para resgate imediato. Assim, seria prudente considerar o resgate de valores que superem o limite de garantia para garantir proteção.
Dicas para investidores: É essencial ficar atento a fusões e aquisições no setor financeiro, pois elas podem afetar sua garantia de forma significativa. O site do FGC disponibiliza informações úteis para auxiliar os investidores a monitorar o limite de R$ 250 mil por instituição emissora. A conscientização é fundamental para proteger seus investimentos e garantir tranquilidade no cenário financeiro.