
Paciente denuncia agressão em UPA no Campo Limpo, SP; IMAGENS CHOCANTES
2025-03-20
Autor: Carolina
Um caso alarmante ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, onde um paciente identificado como Lucas Lisboa alegou ter sido agredido por seguranças da unidade. O incidente, que foi amplamente compartilhado nas redes sociais, expõe questões sérias sobre a segurança e o atendimento em unidades de saúde pública.
Na noite de quarta-feira (19), Lucas postou um vídeo que mostra o momento de sua agressão, enquanto aguardava atendimento médico após ser encaminhado por uma ambulância do SAMU. Ele relata que desejava ser liberado sem atendimento, já que possuía convênio médico, mas foi impedido pela equipe de segurança da UPA. O jovem procurava tratamento para um ferimento na região do supercílio e estava visivelmente angustiado com a espera.
"Estava inconsciente quando cheguei à UPA. Pedi para ser liberado, mas fui forçado a esperar, mesmo sentindo dores intensas e estresse. Quando questionei o tempo de espera, fui agredido sem chances de defesa," relatos de Lucas.
No vídeo que repercutiu nas redes sociais, é possível ver o jovem deitado no chão, agredido por pelo menos quatro seguranças. Apesar de ter um ferimento na testa, ele foi cercado pelos agentes, e o que deveria ser um atendimento médico adequado se transformou em um momento de terror.
"Fui atingido covardemente, não tive a menor chance de me defender. O segurança alegou que eu teria o agredido primeiro, mas isso é uma mentira. Estava apenas pedindo uma transferência de ficha para o meu convênio. Não houve qualquer agressão da minha parte," afirmou Lucas.
As imagens chocantes do incidente foram gravadas na unidade, onde outros enfermeiros acabaram intervindo e o retiraram da situação. Lucas enfatizou que estava em um estado vulnerável, sem condições de reagir. "Ninguém merece passar por isso, especialmente apenas por buscar seus direitos. Sofri inclusive um chute no rosto," desabafou.
Sobre a resposta oficial, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) se pronunciou, afirmando que "não compactua com qualquer tipo de violência e lamenta profundamente o ocorrido". Além disso, a secretaria mencionou que tomará todas as medidas administrativas cabíveis para averiguar a situação.
A empresa Albatroz Segurança e Vigilância, responsável pela equipe de segurança da UPA, foi contatada para se pronunciar, mas ainda não respondeu até o momento desta publicação.
Este incidente levanta questões importantes sobre a segurança e a qualidade do atendimento nas UPAs, que devem ser ambientes de cuidado e acolhimento. A sociedade clama por respostas e garantias de que episódios como este não voltem a acontecer, gerando um sentimento de insegurança em um lugar onde todos deveriam se sentir protegidos.