Tecnologia

Robôs e humanos vão competir em meia maratona pela primeira vez, anuncia China

2025-03-17

Autor: Lucas

A corrida histórica está marcada para abril em Pequim, na Área de Desenvolvimento Econômico e Tecnológico do Distrito de Daxing, também conhecida como Beijing E-Town. A competição contará com a participação de 12 mil corredores, incluindo humanos e robôs de mais de 20 empresas distintas, que já estão se preparando para essa inovadora disputa.

Os robôs que participarão deste evento não são quaisquer máquinas; para entrar na corrida, devem atender a critérios específicos. Eles precisam ter uma aparência humanoide, com altura entre 0,45 e 2 metros, e devem possuir uma estrutura mecânica que lhes permita andar e correr sobre duas pernas. Essa exigência foi estabelecida para evitar que robôs com rodas, que proporcionariam uma vantagem injusta, participem da competição.

Esta edição não é apenas um evento isolado, mas um passo significativo em direção à incorporação da robótica em atividades cotidianas. No ano passado, na Meia Maratona de Pequim, o robô humanoide 'Tiangong' fez uma aparição especial, cruzando a linha de chegada não apenas como parte da programação, mas como um teste prévio para o que está por vir.

A grande questão que permeia essa nova era é: quando a tecnologia realmente superará os humanos? Um estudo recente de pesquisadores em inteligência artificial sugere que, em aproximadamente 40 anos, é muito provável que criaturas artificiais tenham intelecto comparável ao dos humanos. Isso levanta questionamentos sobre o futuro do ser humano em uma sociedade cada vez mais dominada por máquinas.

Diversos marcos históricos já demonstraram essa ascensão da tecnologia. Um exemplo notável ocorreu em 1997, quando o Deep Blue, desenvolvido pela IBM, derrotou o grande mestre de xadrez Garry Kasparov. As máquinas têm demonstrado habilidades que, algumas décadas atrás, eram impensáveis, como foi o caso do AlphaGo, que conquistou uma vitória significativa sobre Lee Sedol, um dos melhores jogadores de Go, em 2016.

Em 2018, o robô Curly, uma invenção de pesquisadores da Coreia do Sul e do Instituto de Tecnologia de Berlim, superou um time no esporte curling, mostrando que essas máquinas estão se aprimorando constantemente.

Em entrevista recente, o economista Eduardo Levy Yeyati, autor do livro 'Automatizados', argumentou que estamos em um ponto de inflexão onde precisamos repensar a interação entre humanos e tecnologia. Ele sugere que, em vez de competir com as máquinas, devemos ver o homem como uma interface que se beneficia do avanço tecnológico, reforçando a ideia de cooperação entre seres humanos e robôs.

Imagine um futuro onde essas inovações não apenas competem, mas também colaboram conosco. As perspectivas são animadoras, mas também levanta a reflexão sobre o nosso papel nesta nova realidade.