Nação

Simone Tebet Critica Ajuste Fiscal do Governo Lula: 'Dever de Casa Não Foi Feito!'

2025-03-26

Autor: Maria

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, não escondeu sua frustração ao afirmar que "cansou de falar" sobre a urgência de um ajuste fiscal real e viável no governo federal, especialmente após o último ano de desafios econômicos. Sua declaração aconteceu durante um jantar com empresários dos setores financeiros, de energia, infraestrutura e comércio realizado em 24 de março de 2025, promovido pelo Esfera Brasil.

Tebet manifestou sua lealdade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e anunciou que apoiará sua reeleição. No entanto, ela expressou sua preferência pelo sistema de mandato único de 5 anos, enfatizando a necessidade de mudanças na estrutura política do país.

A ministra apontou que o governo não cumpriu com suas obrigações em relação ao ajuste fiscal, uma opinião compartilhada por muitos no mercado financeiro, que reagiu com frustração ao pacote de corte de gastos anunciado. O aumento do dólar no final do ano passado foi atribuído a essa insatisfação do mercado.

Em um esforço para sanar os problemas fiscais, em novembro de 2024, o governo enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o intuito de equilibrar as contas públicas. Apesar da aprovação pelos parlamentares, a PEC sofreu alterações, entre elas a rejeição de regras mais rígidas para o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), que apoia idosos de baixa renda e pessoas com deficiência.

Após a promulgação da PEC, o Ministério da Fazenda reavaliou suas projeções de economia para os próximos dois anos, reduzindo a expectativa de R$ 71,9 bilhões para R$ 69,8 bilhões, resultando em um corte de R$ 2,1 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alertou que o pacote de redução de gastos é apenas o início de um extenso ajuste fiscal planejado.

"Esse conjunto de medidas não é o grande final do que precisamos fazer. Daqui a três meses, podemos estar revisitando essa questão em uma nova planilha, discutindo a evolução da Previdência ou do BPC novamente", comentou Haddad na época.