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Dólar recua para R$ 5,70 com perdas mensais e trimestrais em meio a incertezas tarifárias

2025-03-31

Autor: Maria

Em uma sessão marcada por especulações e nervosismo nos mercados financeiros, o dólar terminou a segunda-feira em queda de quase 1% em relação ao real, contrariando a tendência de alta da moeda americana diante de várias outras divisas globais. Esse movimento ocorre no contexto da iminente aplicação de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos, que devem ser anunciadas na quarta-feira.

O presidente Donald Trump deve receber recomendações sobre essas tarifas na terça-feira, e a expectativa é que ele faça um pronunciamento que afetará diretamente o setor automotivo, com a implementação programada para o dia seguinte.

A Ptax, taxa de referência calculada pelo Banco Central, é especialmente importante neste período de fechamento de mês e trimestre, uma vez que ela determina as liquidações de contratos futuros e é utilizada por empresas que operam no cenário internacional para ajustar suas posições financeiras. O encerramento de trimestres eleva a competitividade entre os agentes financeiros, que se mobilizam para influenciar o preço final da taxa Ptax.

Com relação à cotação do dólar, a moeda americana fechou em R$ 5,7069, representando uma queda de 0,97% no dia. Assim, em termos anuais, a divisa acumula uma desvalorização de 7,64% contra o real.

Além disso, na B3, o contrato de dólar para maio, que se tornou o mais líquido do mercado, recuou 0,94%, sendo negociado a R$ 5,7355.

As tarifas que Trump está prestes a anunciar visam reduzir o significativo déficit comercial dos Estados Unidos, que o presidente há muito se comprometeu a enfrentar. Nunca antes a tensão comercial alcançou níveis tão altos, com mercados globais temerosos do impacto que uma possível guerra comercial poderia ter sobre a economia mundial, gerando inflação e desaceleração.

Os investidores permanecem cautelosos, ansiosos pela atualização das tarifas que afetarão não apenas um grupo restrito de países, mas poderão se estender a muitos outros, indicando uma mudança na estratégia comercial dos EUA.

O cenário está intimamente relacionado a outros fatores econômicos, como as baixas taxas de juros em várias regiões e a incerteza política, que contribuem para a volatilidade dos mercados. A atenção agora se volta, não apenas para as tarifas, mas também para como isso pode influenciar as relações comerciais e as perspectivas econômicas globais nos próximos meses.