
Filhos adolescentes: os erros mais comuns dos pais durante conflitos e como evitá-los
2025-03-23
Autor: Fernanda
Conflitos entre pais e filhos adolescentes são comuns e muitas vezes terminam em desentendimentos que podem prejudicar o relacionamento. Perder o controle emocional durante uma discussão pode levar à intensificação do conflito, com gritos e palavras duras, que frequentemente resultam em arrependimento posterior. Esse tipo de abordagem pode criar uma barreira ainda maior entre pais e filhos, afastando-os em momentos que deveriam promover diálogo e entendimento.
Segundo Carla Salcedo, neuropsicanalista e especialista em traumas, o ideal é a construção de uma conversa aberta, onde prevaleça o respeito e a clareza. Os pais devem ter paciência e compreender que a adolescência é um período de florecimento de comportamentos, que muitas vezes são intensificados ao invés de modificados. Compreender as individualidades de cada filho é fundamental para evitar embates desnecessários e promover um ambiente mais harmonioso.
Salcedo também aponta que o cérebro dos adolescentes passa por transformações constantes, o que inclui altos e baixos em seu desenvolvimento emocional e social. Esse processo, que pode durar anos, muitas vezes provoca impaciência nas famílias, levando-as a querer apressar o crescimento dos jovens, o que só gera mais conflitos. O importante é compreender que cada geração tem seu tempo e suas próprias experiências.
Erros Comuns dos Pais em Conflitos
Em conflitos, é comum que os pais, impulsionados pela emoção, usem frases que agudizam os desentendimentos, como: "Você nunca faz nada certo" "Você é um ingrato" "Se não fizer assim, você vai se arrepender" "Enquanto estiver na minha casa, as regras são minhas" "Seu amigo consegue fazer desta forma" "Veja sua prima, ela sempre chega no horário"
Como Evitar Conflitos Desnecessários
Para resolver um problema de comportamento, a abordagem deve ser cuidadosa. Cristiane Pertusi, psicóloga especializada em saúde mental, sugere que os pais conversem sobre o comportamento em si, evitando julgamentos. Um bom ponto de partida pode ser: “O que você fez não foi correto, mas podemos pensar juntos em como agir da melhor forma.” Além disso, a psicóloga ressalta a importância de não retirar o afeto como forma de punição; os jovens precisam se sentir amados, independentemente das suas falhas.
Larissa Fonseca, psicóloga clínica, orienta ainda a evitar discussões durante o diálogo. É vital ouvir o filho com respeito, mesmo em desacordo, e estabelecer limites claros e firmes, responsabilizando-o por suas ações, mas sempre em um tom colaborativo. Essa abordagem não apenas ajuda a resolver o problema imediato, mas também fortalece a relação de confiança entre pais e filhos.
Além disso, é essencial que os pais ensinarem aos seus filhos adolescentes habilidades financeiras e sociais, como administrar suas próprias finanças, o valor do respeito e a importância de se comunicar de maneira assertiva. Esses ensinamentos ajudam a preparar os jovens para lidar com os desafios da vida adulta, de forma mais consciente e responsável.